Escuta! Que fazes tu, Neste deserto insano, Ante o horizonte incerto… De um presente fugaz, Numa ausência sem fim… Dize-me, que fazes tu? Acaso buscas no errante caminho, O porto dos teus sonhos solitários? Oh! Alma inquieta… Que sofre o desatino das coisas Dize-me, que fazes tu? Ah!Quem dera fosse tudo presságio; Tu e a vida num novelo desfeito. E, nas cinzas do tempo, O eternamente vivido. Mas chora, chora, chora… Afinal, que fazes tu? Não, não. Não digas, não.
1 de março de 2026