Na meiga presença de sua imagem singela, Minha alma vagueia, calma e incerta. Meus passos são como a noite sem lua, Estonteantes se lançam, sem beira, nem eira. No suave perfume de seu olhar sereno, Minha alma se cega, oculta e obscura, Meus olhos padecem, como dia sem lua, Não vê, sente, tateando apenas caminha. No sorriso tristonho de sua face macia, Minha alma se cala, pensante e sofrida, De sonhos distantes, na ausência sentida. Presença e imagem de terna lembrança, Minha alma se quebra, perdida se fita, Na paz percebida de uma doce espera.
1 de março de 2026