Vejo nos teus olhos O estranho calor dos meus íntimos desejos… Olho os teus cabelos E sinto neles a volúpia do teu amor. E das tuas entranhas, brota amiúde, O doce-amargo perfume dos teus beijos E aí meu corpo se desmancha, À meiga ternura dos teus encantos… E assim, cada imagem tua, oh mulher… Seduz-me numa saudade sem fim, E minha alma inquieta permanece, Querendo amar-te tão-somente. Amar-te sem medo, sem temor, Ao sabor de um instante qualquer, Com toda paixão de uma grande espera. Entregar-me todo a teus olhos, À paz ardente do teu corpo em brasa, Inspirando versos de uma canção sem fim.
1 de março de 2026