Aqui, sentado, caminho… Empurrado pelas ondas do tempo, Caminho tão somente a ventos incertos, Cujos passos a si se desconhecem. Sinto na alma, a incômoda e a calma tormenta De um mar cheio de enigmas. À deriva, vejo sempre o barco No abismo que o devora. Que me importa tudo isso? Se o ontem e o amanhã São apenas sombras pálidas de um olhar perdido… Nas inquietantes águas do pensamento navega Assim como quem sonha E comigo, no barco, a vida e a morte.
1 de março de 2026