{"id":395,"date":"2024-08-24T22:46:04","date_gmt":"2024-08-25T01:46:04","guid":{"rendered":"https:\/\/rubens.jor.br\/?p=395"},"modified":"2024-08-24T22:46:07","modified_gmt":"2024-08-25T01:46:07","slug":"politica-na-casa-da-mae-joana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rubens.jor.br\/home\/2024\/08\/24\/politica-na-casa-da-mae-joana\/","title":{"rendered":"Pol\u00edtica na Casa da M\u00e3e Joana"},"content":{"rendered":"\n<p>Desde in\u00edcio, pairam, na Casa da M\u00e3e Joana, muitas d\u00favidas. S\u00e3o as interfer\u00eancias pol\u00edticas, que deixam rastros incertos. Reclama\u00e7\u00f5es e coment\u00e1rios n\u00e3o faltam. Os interesses dos plantonistas, quase sempre, seguem a sentimental l\u00f3gica da miseric\u00f3rdia franciscana. O refr\u00e3o, \u201cdando \u00e9 que se recebe\u201d, anima as festas. Que festas, n\u00e3o \u00e9?<\/p>\n\n\n\n<p>Nessas festas, os convidados s\u00e3o especiais e bem tratados. N\u00e3o faltam boa comida e bebida. Claro, tudo com o chap\u00e9u alheio. Eles gostam da <a>obesidade<\/a><a href=\"#_msocom_1\">[malm1]<\/a>&nbsp;. Nada fazem sen\u00e3o do feito esperado. Que feito, n\u00e3o \u00e9? Costumam n\u00e3o dormir com olhos dos outros. Caso durmam, n\u00e3o acordam. Se acordarem, ficam na UTI, um bom tempo, penitenciando-se.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sabe, a Casa da M\u00e3e Joana nasceu de um sonho de um casal: ele, Coronel, sem patente; ela, acad\u00eamica, de express\u00e3o internacional. A gesta\u00e7\u00e3o do filho foi um longo pesadelo, com constantes amea\u00e7as de aborto. Como o Coronel era habilidoso, assessorou-se de m\u00e9dicos especialistas e tudo deu certo. A crian\u00e7a nasceu raqu\u00edtica, mas promissora, pronta para crescer e virar adulta, inteligente e produtiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s registro no Cart\u00f3rio, o Coronel, sempre assessorado pela companheira, comprou um terreno. Afinal, a Fam\u00edlia precisa de casa para bem educar os filhos. Para dar in\u00edcio \u00e0 aventura, escolheu uma ch\u00e1cara na periferia da cidade. Embora, no per\u00edodo chuvoso, tivesse alguns problemas hidr\u00e1ulicos, o local era estrat\u00e9gico.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de tudo certo, o pr\u00f3ximo passo foi construir a casa. Dispondo de pouco dinheiro, o Coronel fez uma modesta casa. Nada confort\u00e1vel, nem ornamentada. Parecia mais um barrac\u00e3o da FEPASA ou almoxarifado. Por\u00e9m, cumpria bem a fun\u00e7\u00e3o destinada.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas chegou o dia de passar pra frente a heran\u00e7a eleitoral. Da\u00ed em diante, a hist\u00f3ria ganha outros contornos. O comando saiu da m\u00e3o do Coronel e foi parar na m\u00e3o da Matriarca. Transformou-se em FERRAMENTA DA MATRIARCA (<a>sigla<\/a><a href=\"#_msocom_2\">[malm2]<\/a>&nbsp;). Assim, uma nova hist\u00f3ria se iniciava. Aos poucos, os cofres passam \u00e0 cobi\u00e7a dos plantonistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, com mais grana no cofre, surgem os elefantes brancos. Cada elefante com sua bela e sedutora hist\u00f3ria. Os elefantes t\u00eam dieta alimentar cara. Haja dinheiro para sustentar esses elefantes brancos ruidosos. D\u00e3o muito trabalho&#8230; (kkk)!!!<\/p>\n\n\n\n<p>Bem, agora, falemos um pouco do Coronel. Ele era uma figura serena, conversa mansa e mineira. Tinha carisma. Governava no sil\u00eancio. Frio e calculista, fazia de tudo para ostentar imagem de democrata. Nas reuni\u00f5es, deixava o papo rolar democraticamente. Depois de uma boa cochilada, sacava resposta pronta do surrado palet\u00f3. Ningu\u00e9m ousava contest\u00e1-lo.<\/p>\n\n\n\n<p>De h\u00e1bitos simples e vida modesta, gostava muito de prosear. Tinha estilo liberal e gostava de inova\u00e7\u00e3o. Embora de idade avan\u00e7ada, a mem\u00f3ria dele era brilhante. Viajar era o hobby principal. Sonhava com um mundo diferente no maltratado pa\u00eds das \u201cPizzas\u201d. Deixou saudades!!!<\/p>\n\n\n\n<p>Enfim, atualmente a Casa da M\u00e3e Joana anda tensa. Muitos boatos. Nela, acirram-se as fofocas. O tabuleiro ainda est\u00e1 confuso. Por\u00e9m, \u00e9 dada como certa a queda do Bispo Auxiliar da Rainha. Provavelmente, a partir de segunda pr\u00f3xima, os filhos da prometida mudan\u00e7a ter\u00e3o um novo S\u00cdMBOLO NO PODER. Ali\u00e1s, sem s\u00edmbolo, o poder n\u00e3o vive. Haver\u00e1, de fato, mudan\u00e7as estruturais na Casa da M\u00e3e Joana ou mais uma utopia? Quem viver, ver\u00e1!<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rubens Galdino da Silva &#8211; Professor e jornalista (MTB\/SP 32.616)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde in\u00edcio, pairam, na Casa da M\u00e3e Joana, muitas d\u00favidas. S\u00e3o as interfer\u00eancias pol\u00edticas, que deixam rastros incertos. Reclama\u00e7\u00f5es e coment\u00e1rios n\u00e3o faltam. Os interesses dos plantonistas, quase sempre, seguem a sentimental l\u00f3gica da miseric\u00f3rdia franciscana. O refr\u00e3o, \u201cdando \u00e9 que se recebe\u201d, anima as festas. Que festas, n\u00e3o \u00e9? Nessas festas, os convidados s\u00e3o especiais e bem tratados. N\u00e3o faltam boa comida e bebida. Claro, tudo com o chap\u00e9u alheio. Eles gostam da obesidade[malm1]&nbsp;. Nada fazem sen\u00e3o do feito esperado. Que feito, n\u00e3o \u00e9? Costumam n\u00e3o dormir com olhos dos outros. Caso durmam, n\u00e3o acordam. Se acordarem, ficam na UTI, um bom tempo, penitenciando-se.&nbsp; Sabe, a Casa da M\u00e3e Joana nasceu de um sonho de um casal: ele, Coronel, sem patente; ela, acad\u00eamica, de express\u00e3o internacional. A gesta\u00e7\u00e3o do filho foi um longo pesadelo, com constantes amea\u00e7as de aborto. Como o Coronel era habilidoso, assessorou-se de m\u00e9dicos especialistas e tudo deu certo. A crian\u00e7a nasceu raqu\u00edtica, mas promissora, pronta para crescer e virar adulta, inteligente e produtiva. Ap\u00f3s registro no Cart\u00f3rio, o Coronel, sempre assessorado pela companheira, comprou um terreno. Afinal, a Fam\u00edlia precisa de casa para bem educar os filhos. Para dar in\u00edcio \u00e0 aventura, escolheu uma ch\u00e1cara na periferia da cidade. Embora, no per\u00edodo chuvoso, tivesse alguns problemas hidr\u00e1ulicos, o local era estrat\u00e9gico. Depois de tudo certo, o pr\u00f3ximo passo foi construir a casa. Dispondo de pouco dinheiro, o Coronel fez uma modesta casa. Nada confort\u00e1vel, nem ornamentada. Parecia mais um barrac\u00e3o da FEPASA ou almoxarifado. Por\u00e9m, cumpria bem a fun\u00e7\u00e3o destinada. Mas chegou o dia de passar pra frente a heran\u00e7a eleitoral. Da\u00ed em diante, a hist\u00f3ria ganha outros contornos. O comando saiu da m\u00e3o do Coronel e foi parar na m\u00e3o da Matriarca. Transformou-se em FERRAMENTA DA MATRIARCA (sigla[malm2]&nbsp;). Assim, uma nova hist\u00f3ria se iniciava. Aos poucos, os cofres passam \u00e0 cobi\u00e7a dos plantonistas. Ent\u00e3o, com mais grana no cofre, surgem os elefantes brancos. Cada elefante com sua bela e sedutora hist\u00f3ria. Os elefantes t\u00eam dieta alimentar cara. Haja dinheiro para sustentar esses elefantes brancos ruidosos. D\u00e3o muito trabalho&#8230; (kkk)!!! Bem, agora, falemos um pouco do Coronel. Ele era uma figura serena, conversa mansa e mineira. Tinha carisma. Governava no sil\u00eancio. Frio e calculista, fazia de tudo para ostentar imagem de democrata. Nas reuni\u00f5es, deixava o papo rolar democraticamente. Depois de uma boa cochilada, sacava resposta pronta do surrado palet\u00f3. Ningu\u00e9m ousava contest\u00e1-lo. De h\u00e1bitos simples e vida modesta, gostava muito de prosear. Tinha estilo liberal e gostava de inova\u00e7\u00e3o. Embora de idade avan\u00e7ada, a mem\u00f3ria dele era brilhante. Viajar era o hobby principal. Sonhava com um mundo diferente no maltratado pa\u00eds das \u201cPizzas\u201d. Deixou saudades!!! Enfim, atualmente a Casa da M\u00e3e Joana anda tensa. Muitos boatos. Nela, acirram-se as fofocas. O tabuleiro ainda est\u00e1 confuso. Por\u00e9m, \u00e9 dada como certa a queda do Bispo Auxiliar da Rainha. Provavelmente, a partir de segunda pr\u00f3xima, os filhos da prometida mudan\u00e7a ter\u00e3o um novo S\u00cdMBOLO NO PODER. Ali\u00e1s, sem s\u00edmbolo, o poder n\u00e3o vive. Haver\u00e1, de fato, mudan\u00e7as estruturais na Casa da M\u00e3e Joana ou mais uma utopia? Quem viver, ver\u00e1! Rubens Galdino da Silva &#8211; Professor e jornalista (MTB\/SP 32.616)<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","footnotes":""},"categories":[13,12],"tags":[26],"class_list":["post-395","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas-jornal-assis","category-jornais","tag-casa-da-mae-joana"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/rubens.jor.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/395","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/rubens.jor.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/rubens.jor.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rubens.jor.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rubens.jor.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=395"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/rubens.jor.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/395\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":396,"href":"https:\/\/rubens.jor.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/395\/revisions\/396"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/rubens.jor.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=395"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/rubens.jor.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=395"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/rubens.jor.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=395"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}